Thursday, October 26, 2006

smart fortwo


Flagrado durante os testes finais perto da fábrica de Hambach estavam o smart fortwo coupé e um cabriolet – e conseguimos também as primeiras fotos do interior de um protótipo muito mais camuflado que era submetido a testes de alta temperatura nos EUA.

Apesar de até mesmo os carros flagrados na Europa usarem disfarces muito leves, as proporções e o desenho do smart fortwo parecem ter mudado muito pouco. Enquanto o entreeixos permanece o mesmo, a parte dianteira foi ampliada para criar espaço para zonas de deformação maiores.

Os faróis também foram modificados e há uma nova grade dianteira, além de uma bossazinha nas portas, com um desenho anguloso proeminente por toda a sua extensão.

As maçanetas das portas foram trocadas por peças mais convencionais, enquanto os retrovisores foram completamente renovados. Na traseira, os futuros compradores podem esperar por novas lanternas e um novo pára-choque.

O novo fortwo estreará na Europa no primeiro semestre de 2007. No Brasil, a marca é conhecida pelos fortwo trazidos por importadores independentes, mas ela quase foi protagonista de um caso de nacionalização se a DaimlerChrysler, marca que a controla, tivesse levado adiante a idéia de produzir um pequeno crossover, baseado no forfour, na fábrica de Juiz de Fora, onde era fabricado o Mercedes-Benz Classe A.

Pena que a empresa não levou a idéia adiante. Os importadores independentes vendem, em São Paulo, uma boa quantidade do fortwo, ideal para o trânsito travado das grandes cidades, além de ser econômico, confortável (o espaço é semelhante ao que se tem na parte dianteira de um carro comum) e moderno.

Tuesday, October 24, 2006

Carro novo ou usado


Quem tem carro sabe que o tempo só serve para uma coisa, para fazer com que o preço de mercado do veículo baixe, e o custo de manutenção aumente. Afinal, os consertos se tornam mais freqüentes, e maiores, o que acaba pesando no seu orçamento.


Entender o aumento nos gastos de manutenção parece fácil, mas o mesmo não se aplica ao aumento dos gastos com o seguro do carro. Como explicar que um carro que perde valor a cada ano, sofre aumento no seguro? Afinal, o seguro não serve para repor o carro em caso de perda total ou roubo?

Reposição cai, mas reparação fica mais cara
Ainda que o raciocínio acima pareça bastante lógico ele é falho, pois considera que o seguro serve apenas para a reposição do veículo, cujo custo evidentemente cai com o passar do tempo.

É preciso lembrar que na maioria dos casos o seguro tem como objetivo o conserto do veículo que foi alvo de acidente, e é aí que reside parte do problema. A reparação do veículo exige o uso de peças novas, cujos preços sobem muito mais do que o preço do próprio veículo zero km.

Em 2004, o Ministério Público entrou com ação contra algumas das maiores montadoras do país, alegando abuso na determinação dos preços das peças avulsas. O pedido teria se baseado em estudo que constatou que montar um carro novo comprando peça por peça custa oito vezes mais do que comprar um veículo zero km. Vale ressaltar que a diferença reflete apenas o alto custo das peças novas, já que não foram embutidos no cálculo os gastos com mão de obra, funilaria e pintura na montagem.

Por que as peças são caras?
Aqui é importante lembrar que parte do custo das peças se deve ao fato de que as mesmas acabam oneradas pelo imposto em cascata que incide na sua cadeia produtiva que vai do fabricante para a montadora e daí para a concessionária e somente então para o consumidor final.

O alto custo das peças acaba alimentando a indústria do crime, já que o roubo de veículos, sobretudo os usados, para desmonte cresce. E é exatamente este ciclo que explica o porquê do aumento do custo dos seguros de carros usados. Não bastasse o elevado custo de reparação, que decorre do alto custo das peças novas, o aumento dos furtos para desmonte acaba implicando em maior risco para a seguradora.

Furtos encarecem seguro
Risco este que pode ser constatado na taxa de sinistralidade dos seguros de autos, que em janeiro era de 64%. Traduzindo, para cada R$ 1,00 em vendas de seguros as seguradoras gastam em média R$ 0,64 com o pagamento de indenizações. Quanto maior a incidência de furtos e roubos, maior esta taxa, e maior, portanto, o custo do seguro.

Diante deste contexto, muitos motoristas optam por não segurar seus veículos usados com mais de cinco anos. Porém, na prática, o que ocorre é que quando precisa reparar o veículo, não têm como arcar com o alto custo das peças novas e o carro acaba sendo abandonado.

A economia que faz em não contratar seguro acaba lhe custando mais caro, pois não tendo dinheiro para pagar pelas peças, o motorista efetivamente enfrenta uma situação equivalente à de perda total. Para piorar a situação muitas vezes o carro é financiado, de forma que nem mesmo é possível vender o veículo, pois a posse não lhe pertence. Frente a esta situação ocorrem muitas transferências irregulares de veículos, o que só contribui para piorar a situação deste segmento de mercado.

Jipinho Stark


Depois que a Troller descobriu que a melhor maneira de criar uma indústria brasileira de automóveis era atacar em nichos com pouca concorrência, como o de jipes, a trilha aberta por ela deu origem a novas iniciativas, como a da Tecnologia Automotiva Catarinense S.A, ou TAC, empresa que, a julgar pelo projeto que apresentou no Salão do Automóvel, deve se tornar conhecida do público em breve. E o responsável será o jipinho Stark.

Além de ter desenho ousado e agradável, o novo jipe deve agradar por outras características, como a suspensão independente nas quatro rodas, tração nas quatro rodas, marcha reduzida e a leveza (1.300 kg, contra 1.850 do Troller T4, por exemplo). O preço, outro fator fundamental, ainda não foi divulgado, mas, como o lançamento do carro será só no segundo semestre de 2007, é bem capaz de a empresa conseguir levá-lo a um patamar bastante competitivo.

Outro fator que a empresa alardeia como vantagem, o motor 1,8-litro de origem Volkswagen, com tecnologia flexível em combustível, pode ser um pênalti. Isso porque, tendo marcha reduzida, o jipe estaria habilitado a trafegar com motor a diesel, desejado por donos de jipe e outros motoristas por ser mais econômico e forte que motores a gasolina ou a álcool. Se esse motor transformar o Stark em uma opção mais em conta no segmento, a exemplo do que a GM está tentando fazer com o Chevrolet Tracker, equipando-o com motor 2-litros a gasolina, a estratégia demonstrará acerto.

Para um veículo de proposta fora-de-estrada, ainda mais nacional, o Stark se revela, pela descrição fornecida pela fabricante, um modelo sofisticado. Ele virá com discos de freio nas quatro rodas, quatro lugares individuais, bancos de couro, direção hidráulica, ar-condicionado, vidros e travas elétricas e rodas de liga-leve.

Segundo a TAC, o jipinho tem distribuição de peso igual entre os eixos, ou seja, 50% dele sobre o eixo dianteiro e 50% sobre o eixo traseiro, o que amplia a capacidade de tração do veículo e seu equilíbrio dinâmico.

Em termos de desempenho, o Stark chega a 159 km/h de máxima. Em se tratando de um utilitário, de todo modo, esse é um dado praticamente irrelevante, ainda mais considerando que, nas trilhas, velocidade é o que menos importa. Nas estradas, com limite máximo de 120 km/h, muito menos. É no torque que reside o pulo do gato e, neste caso, teremos de esperar por mais informações e pela avaliação do modelo para dizer se ele atende ou não às expectativas.

Hyundai


Pergunte a Adrian Ruhi e a seu pai, Joaquin, se é fácil fotografar carros “secretos” – especialmente durante a hora do rush. Mas com Joaquin ao volante e Adrian procurando um bom ângulo, a dupla conseguiu diversas fotos do Hyundai Veracruz, o mais novo crossover da marca coreana, sem nenhuma camuflagem!

O flagra aconteceu nos Estados Unidos, mas a melhor parte dessa história é que esse carro já está no Brasil, mais exatamente no estande da Hyundai no Salão do Automóvel, onde já foi apresentado à imprensa, mas não ao público. No estande, ele continua camuflado apenas por uma capa azul. Quando ela for retirada, o carro terá sua estréia mundial. E em solo brasileiro.


O Veracruz foi anunciado há pouquíssimo tempo pela Hyundai como o nono veículo a integrar sua gama produtos para a linha 2007 – e nós temos fotos exclusivas para antecipar aos visitantes do salão e a nossos internautas a novidade.

Veracruz é o nome de um dos Estados mexicanos, com dezenas de praias serenas ao longo do Golfo do México. De acordo com o release da Hyundai, o Veracruz “será bem maior que um Honda Pilot, terá mais espaço para carga que o Mercedes-Benz GL e oferecerá desenho arrojado, condução de automóvel de passeio e equipamentos premium”.

O Veracruz trará o “Hyundai Hideaway”, uma terceira fileira de bancos, dobrável, para acomodar um total de sete passageiros, além de um motorzão 3,8-litros V6 com transmissão automática de seis velocidades. Controle eletrônico de estabilidade será equipamento de série e a tração nas quatro rodas será oferecida como opcional. A Hyundai aponta seus competidores como “crossovers médio-grandes”, como Honda Pilot, Nissan Murano, Subaru Tribeca e Lexus RX 350.

A Hyundai ainda não divulgou onde o novo utilitário está sendo fabricado, mas está investindo pesado em uma fábrica no México. Se a produção for para lá, e considerando que a Hyundai também consiga se tornar um fabricante brasileiro de veículos, o Veracruz poderá chegar ao Brasil, num segundo momento, sem a incidência dos mesmos impostos que são cobrados de importados comuns (devido ao acordo automotivo entre Brasil e México), ou seja, por um preço melhor que o de seus concorrentes importados de outras localidades ou por representantes sem produção nacional.

Prisma


Quando falava da ampliação da fábrica de Gravataí, no Rio Grande do Sul, a GM cogitava produzir ali mais dois modelos além do Celta. O primeiro, segundo as especulações do mercado, seria um sedã. Como o leitor já sabe, este mês foi apresentado o Prisma, o Celta sedã (leia a avaliação deste carro aqui ). O outro carro seria um utilitário esportivo pequeno, que viria para disputar mercado com o Ford EcoSport, que hoje reina sozinho em seu segmento. Pois eis que, no Salão do Automóvel deste ano, a Chevrolet mostra um “exercício de design”, o Prisma Y.

E o que é o Prisma Y? Nada menos que um utilitário esportivo pequeno, feito sobre a plataforma do Celta/Prisma. A Fiat fez o mesmo com o FCC Adventure (leia mais sobre ele aqui), mas exercícios de criatividade não são mais tão pouco pragmáticos quanto eram no passado. Quando surgem, pode apostar que ou eles inspirarão novos modelos, caso do FCC, ou serão base para o desenvolvimento de um produto, como apostamos que será como o Prisma Y.

A Chevrolet não divulgou informações técnicas sobre o carrinho, como vão livre, motorização, espaço interno e outras pistas do tipo, mas informa que o porta-malas foi privilegiado, sendo maior que o do Prisma (de 439 l) para favorecer a prática de todo tipo de esporte, de surf a bicicleta. Não é segredo que, apesar de parrudo, o EcoSport não oferece um porta-malas lá muito razoável (apenas 292 l, pouco maior que o de um VW Gol ou que o do Fiat Palio). Já seria uma vantagem da GM.

Os pneus são de aro 16” e, pelas fotos, nota-se uma boa altura em relação ao solo. Nada exagerado, como os escapes duplos na traseira, típicos de carros equipados com motores em “V”, mas o suficiente para enfrentar a estradinha para o sítio no final de semana.

Para a motorização, pode-se apostar no 1,4-litro, nas versões de entrada, e na 1,8-litro para as mais sofisticadas. O 2-litros também poderia ser uma opção, mas talvez ele não caiba no cofre do motor.

Especulações à parte, e adaptando o ditado popular, quando o mercado diz ou é, ou foi ou será. O Ford EcoSport deve aproveitar bem seus últimos momentos de solidão no segmento que ele inaugurou no Brasil.

Chevrolet Corvette


Há algumas máquinas que nascem com um propósito básico, o de serem aceleradas. Esse é, sem dúvida, o caso deste belo exemplar do que a engenharia americana, tão acostumada a criar carros grandes, beberrões e com suspensão extramacia, pode fazer: o Chevrolet Corvette Z06. Mais leve e potente que o carro de produção normal, o C6, o Z06 é o que a empresa podia fazer de mais sofisticado para venda ao público.

Em primeiro lugar, por conta do poderoso motor LS7, um V8 de 7 litros. Apesar da megacilindrada deste motor, ele não é um big block, mas sim o maior small block já produzido pela GM, fazendo o Corvette voltar à famosa medida de 427 polegadas cúbicas. Com bloco de alumínio, o LS7 rende 512,6 cv a 6.300 rpm e tem torque de 65 kgm a 4.800 rpm, com corte de rotação aos 7.100 giros. Poderia ser mais potente, mas o propulsor adota uma configuração conservadora, bem ao gosto americano, que prefere um conjunto mais durável.

As válvulas, por exemplo, são de titânio, mas o comando é no bloco, como nos antigos motores 4.1 que equipavam o Opala. Também há apenas duas válvulas por cilindro, uma de admissão e outra de escape. E basta, já que, apenas com isso, o motor já se torna forte demais. O virabrequim é de aço forjado, para suportar o esforço que a compressão de 11:1, alta para um motor americano, impõe. O motor é todo montado por uma equipe especial no Centro de Performance de Wixom, no Estado de Michigan, que pesa cada uma das peças em balanças de precisão para que todas tenham exatamente o mesmo peso.

O conjunto consegue ser razoavelmente leve (1.421 kg, em ordem de marcha), considerando que o Corvette, apesar de baixo (1,24 m de altura), é grande (4,46 m de comprimento), o que foi obtido com o uso intensivo de materiais leves, como fibra de carbono, magnésio e alumínio.

O desempenho de um conjunto destes é exatamente o que se pode esperar dele, talvez melhor: 0 a 100 km/h em 3,7 s e máxima de 318 km/h, obtida, segundo a Chevrolet, nas autobahns da Alemanha. No mesmo país, mais exatamente no circuito de Nürburgring, de cerca de 20 km, o Corvette completou o traçado em 7 minutos e 43 segundos. O consumo, surpreendentemente, é de 11 km/l, melhor que o de muito sedã brasileiro de motor muito, mas muito menor.

Por dentro, o carro é meio estreito e o acesso, como convém a esportivos dessa estirpe, é complicado. Bem instalado, o motorista tem diante de si todos os instrumentos de que poderia precisar para conduzir bem o carrão, inclusive um acelerador lateral.

O Corvette Z06, baixo e potente, com suspensão independente nas quatro rodas e a velha tração traseira, preferência de 10 entre 10 motoristas de perfil esportivo, atinge acelerações laterais de 1 g com freqüência. Essa medida é como a força da gravidade, ou seja, quando o carro é acelerado em curvas, a força que ele exerce sobre o motorista é a mesma que ele sentiria se se jogasse em um precipício, mas sem o perigo de se ferir. O Z06 é praticamente uma montanha-russa particular.
Em maio deste ano, o WebMotors teve a chance de testar o carro em Indaiatuba, no interior de São Paulo (leia mais sobre isso aqui). Ali, consta que a GM não tinha planos de comercializar o Z06 no Brasil. E a empresa, até onde se saiba, continua sem essa programação, o que abre espaço para que importadores independentes, como a Forest Trade, tragam o veículo ao Brasil.

O preço, como é costume nesses casos, não é divulgado, só sob a consulta do cliente, mas, só a título de referência, o Z06 custa, nos EUA, US$ 70 mil, pouco menos de R$ 150 mil. Com custos de importação e impostos, esse valor costuma dobrar no Brasil.

Para quem pode pagar por ele, este Corvette é uma excelente pedida. Tanto pelo desempenho como pela tradição de 54 anos de história. Já para quem quer mais do que o Z06, basta esperar: a Chevrolet prepara uma versão ainda mais forte do Corvette, que talvez traga de volta o mítico nome Stingray ao mercado (leia mais sobre isso aqui). Ou ele ou Blue Devil, Diabo Azul. É esperar para ver, inclusive no Brasil!

Nissan Murano


Uma das estrelas do estande da Nissan no Salão do Automóvel, o novo Nissan Murano, foi apresentado à imprensa na pista de testes da Pirelli, em Sumaré, no interior de São Paulo, com a missão de concorrer com BMW X3, Volvo XC90 e Volkswagen Touareg. Além do belo desenho, ele conta com mais dois atributos para tentar se dar bem na empreitada: o preço, de R$ 220 mil, o mais baixo entre os modelos citados, e o conjunto motor e câmbio. Mas será que consegue?

Essa resposta só será dada quando as vendas começarem, no dia 23 de outubro. A bem da verdade, o veículo já está com pré-vendas no salão, mas, segundo Nélio Bilate, diretor de vendas e marketing da Nissan, o papel principal dele é o de atrair público às revendas da marca, do mesmo modo que o esportivo 350Z faz. “O Murano é um show car, uma escultura em movimento, e deve trazer muitos clientes às nossas lojas que, se não puderem comprá-lo, podem se interessar por veículos mais acessíveis de nossa marca”, disse Bilate.

Essa estratégia inteligente, que poderia ser seguida pela Chevrolet, com o Corvette, e pela Ford, com o Mustang, dá resultados de imagem para as marcas, especialmente para a Nissan, que pretende crescer no mercado brasileiro.

Voltando ao Murano, seu valor é mais baixo do que o de dois concorrentes citados, empatando com o do Touareg V6, que é seu concorrente mais direto na linha Volkswagen. Com relação aos outros dois modelos, o BMW e o Volvo, a comparação não favorece o Nissan. Primeiro porque, apesar de mais caros,Volvo e BMW contam com o reconhecimento internacional de marcas de luxo, enquanto a Nissan atua num segmento mais acessível. A própria empresa reconheceu isso ao criar a Infiniti, sua divisão de luxo, a exemplo do que fizeram a Honda, com a Acura, e a Toyota, com a Lexus. Nos EUA, a marca compara o Murano aos seguintes modelos: Buick Rendezvous, Honda Pilot, Toyota Highlander e Chevrolet Trailblazer, nenhum deles à venda no Brasil por importação oficial.

Por conta disso, talvez o Murano até conquiste alguns compradores desses veículos, mas não, certamente, aqueles que buscam no carro um valor maior que o de um mero meio de transporte. Quando a questão for status social, a balança penderá para os europeus. Pelo menos no caso do XC90, o porte também influenciará, já que o Volvo é maior e tem espaço para sete ocupantes.

Isso não tira do Murano, de todo modo, o apelo de ser um crossover dos mais ousados do mercado (quem não o considerar bonito não deixará de notá-lo). Crossover, diga-se, é a definição que se dá a veículos com tração nas quatro rodas e vão-livre razoável, mas sem recursos off-road como marcha reduzida. A pretensão destes carros, pelo contrário, é oferecer o porte robusto dos fora-de-estrada com uma dirigibilidade igual ou muito próxima da de sedãs.

Como já foi dito, este crossover foi testado na pista da Pirelli, um ambiente controlado e que, por mais que ofereça diversas condições diferentes de piso, jamais deixará de ter o gosto de um laboratório. Não há semáforos, onde se pode testar a agilidade do carro. Também não há outros carros a ultrapassar, não há trânsito, não há valetas ou buracos. Apesar disso, foi possível ter uma breve noção do comportamento do veículo.

Antes de entrar no carro vale falar do motor, um V6 de 24 válvulas e 3,5-litros que, por conta da cilindrada, soa quase como se fosse um V8. Chamado de VQ35DE, ele é, desde que a revista “Ward’s Auto World Magazine” instituiu o prêmio de melhor motor do mundo, há 12 anos, um dos dez finalistas em todas as edições. A potência, de 231 cv a 6.000 rpm, e o torque, de 32,4 kgm a 3.600 rpm, fazem com que ele tenha força suficiente para carregar os 1.875 kg do crossover. Infelizmente a Nissan não divulgou os dados de desempenho do Murano.

Casada com esse bom motor está a transmissão XTRONIC CVT, continuamente variável, que tem a vantagem de não ter engrenagens para a troca de marchas, mas polias, que permitem variar as relações de marcha de 2,3710 (a mais forte) a 0,4390 (a mais veloz), sem contar o diferencial.

Na prática isso significa que não há tranco ou perdas de tempo em troca de marchas (até porque elas não existem) e que o câmbio se mantém na faixa de rotação de torque máximo o tempo todo, garantindo menor consumo de combustível e a melhor resposta do motor o tempo todo.

Caixas CVT costumavam ser possíveis apenas em veículos de motor pequeno devido justamente ao torque dos motores grandes, muito alto para o sistema. Essa dificuldade técnica vem sendo corrigida dia-a-dia, como a Audi já provou com o sistema Multitronic. No caso da Nissan, a correia entre as polias é de aço ultraresistente.

Ao volante

Feitas as apresentações iniciais, chegou o momento de entrar no carro. A surpresa fica por conta do amplo espaço interno, especialmente para os passageiros de trás. O Murano tem entreeixos de 2,83 m, o que se reflete em espaço até para esticar as pernas no banco de trás. Cruzadas, as pernas ficam tão longe do banco dianteiro que caberia outra pessoa com pernas cruzadas em seu colo. Mesmo assim, é possível que ainda houvesse folga (esse teste não foi realizado, leitor).

Nos bancos da frente, o mesmo bom espaço e o teto, mesmo baixo, não incomoda motoristas altos, de mais de 1,80 m. De cara, chama a atenção o freio de mão, ou melhor, de pé. Seu travamento e liberação são feitos todos por meio do pedalzinho mais à esquerda, ou seja, se quiser parar, é preciso pressioná-lo. Se quiser sair, pressione-o novamente que ele libera o freio.

O painel traz três relógios, da esquerda para a direita: conta-giros, velocímetro e um relógio que reúne o marcador do nível de combustível e o de temperatura. No volante se concentram comandos do rádio e do controlador de velocidade. Aqui há uma nova evidência de que, apesar de bem construído e ousado, o Murano não teria como concorrer com o BMW X3 e com o Volvo XC90: a coluna de direção tem regulagem apenas em altura, não em profundidade.

Mesmo assim, o carro não ficará a dever em conforto, já que o banco do motorista tem ajustes elétricos até para a distância dos pedais. Os comandos dos retrovisores ficam no painel central, pouco à frente da alavanca de câmbio, em boa posição. Na porta estão os comandos dos vidros e da trava das portas. Os comando melhor posicionados são os do computador central, abaixo da tela de informações, quase como se fosse uma mesa de controle em miniatura.

Motor ligado, basta acelerar para que o Murano se ponha rapidamente em movimento. O ambiente de teste, de laboratório, como já foi dito, não permitiu que fossem avaliadas diversas características que só um percurso familiar teria propiciado, mas é fácil notar que o motor tem disposição suficiente para levar o crossover a boas velocidades de cruzeiro com a agilidade que se exige de um carro deste porte.

A estabilidade, normalmente sob suspeita em carros de vão livre muito grande, é bastante boa, pelo menos nas condições oferecidas pela pista da Pirelli, que contou inclusive com um pequeno trecho de desvio rápido de obstáculos com pista molhada. Não havia ali trechos de fora-de-estrada em que fosse possível mensurar a capacidade de enfrentar terrenos difíceis, mas desde já, devido à falta de marcha reduzida, pode-se dizer que ela também não é lá das maiores.

Conclusões mais apuradas dependerão de mais tempo e distância percorrida com o carro, mas a breve avaliação a que ele foi submetido permite dizer que o Murano não tem, no mercado brasileiro, nenhum carro em seu exato segmento de mercado, o que o torna um pioneiro. E um pioneiro que apresenta qualidades suficientes para torná-lo figurinha fácil nas ruas, apesar das expectativas modestas de venda(8 a 10 por mês).

Sunday, October 22, 2006

Audi


O projeto do primeiro utilitário esporte Audi foi iniciado em 2002, sob o código AU 716. No início de 2003, o primeiro protótipo seria mostrado no Salão de Detroit, EUA. Não por acaso: o mercado americano é o principal consumidor de SUVs e o alvo da Audi, entre outras fábricas. O nome desse protótipo era Pikes Peak, em referência à famosa corrida na subida das Montanhas Rochosas, no Colorado. Finalizado no final de 2005, o modelo chega agora ao mercado brasileiro em versão única, por R$ 379.950,00. Seus concorrentes são BMW X5 e Mercedes-Benz ML 500, todos nessa faixa de preço.

A versão oferecida aqui é a equipada com motor V8 de 4,2 litros e injeção direta de combustível (FSI). Tem potência de 350 cv a 6.800 rpm e poderosos 44,5 kgfm de torque máximo a 3.500 rpm. Seu pacote de equipamentos de série é bastante completo, restando poucos itens como opcionais. Na Europa há duas outras versões: uma com motor V6 de 3,6 litros FSI, a segunda com o 3-litros TDI (diesel) de 6 cilindros.

Com 5 metros de comprimento (pesa 2.165 quilos), tem 1,98 m de largura e 3 metros de entreeixos, o Q7 é bastante confortável e trata muito bem seus passageiros. As pernas de quem se senta no banco de trás ficam bem acomodadas, sem passar a sensação de se estar “com os joelhos no queixo”. Divididos em 40/20/40, esses bancos podem ser movidos longitudinalmente, o que garante mais espaço. O Q7 pode levar 7 passageiros, graças a uma terceira fileira de bancos com dois lugares – para pessoas com até 1,6 metro de altura. Oferece, segundo a fábrica, 28 combinações diferentes para assentos e bagagem, ampliando seu espaço para carga, de 775 litros, com a 3ª fileira de bancos rebatida, para 2.035 litros, rebatendo-se também a segunda fileira.

Esse utilitário esporte de 3 geração dispõe do mesmo sistema de tração quattro oferecido nos modelos RS4 e S8. Em condições normais, o diferencial central efetua a divisão de torque em 40% para o eixo dianteiro e 60% para o traseiro – sendo que os diferenciais são autobloqueantes e podem, entre si (esquerda/direita), efetuar divisões do torque, de forma a garantir sempre aderência. O câmbio é automático, com possibilidade de operação seqüencial (pela alavanca ou pelas borboletas atrás do volante) e 6 marchas.

A eficiente suspensão é independente nas quatro rodas, montada em sub-chassis, e na mesma configuração à frente e na traseira: braços triangulares superpostos (construídos em alumínio), com barras estabilizadoras. Suas molas são pneumáticas e permitem que se regule a altura em relação ao solo por meio do MMI, sistema multimídia de controle das funções do veículo. É o mesmo que equipa o A6 – modelo do qual o Q7 herdou o desenho do painel e interior. Há cinco modos de operação: dinâmico, para alta velocidade em asfalto (que inclusive melhora o coeficiente aerodinâmico do carro, baixando de 0,37 para 0,34 e minimizando o arrasto); automático; conforto; off-road e “lift”. A distância livre em relação ao solo pode variar de 165 mm (modo dinâmico) até 240 mm (lift, usado apenas para superar obstáculos no fora-de-estrada).

Ao volante o Q7 esbanja potência e responde com vigor ao acelerador. O pequeno trecho de terra determinado para avaliação, com aclive e declive acentuados e piso (bastante) irregular, foi superado facilmente – seria ainda melhor caso os pneus ajudassem, sendo outros que não os 265/55 de 19 polegadas e desenho voltado essencialmente ao uso em condições “on-road”. Não foi programado trecho de asfalto para avaliação do utiliário esporte, apenas aquele em circuito fechado, dentro de um sítio no município de Nazaré Paulista, SP. Um dos motivos alegados (além dos poucos carros disponíveis) foi o fato de estarem todos com placas da União Européia.

O Q7 conta com sistema eletrônico que mantém secos os discos de freio, mesmo sob chuva intensa. Controlado eletronicamente, está ligado ao sensor de chuva, avaliando a velocidade do limpador de pára-brisa, além da posição do acelerador e as rotações do motor. Periodicamente – e de forma imperceptível ao motorista – aciona levemente o freio (ação combinada a uma pequena e também discreta aceleração, de forma a manter a velocidade). O constante e suave contato com as pastilhas mantém os discos sempre secos.

Na diminuta lista de opcionais consta o sistema de auxílio a estacionamento, com uma pequena câmera montada na tampa traseira. O artifício cobre um ângulo de 130 graus atrás do Q7, e a imagem é mostrada na tela do MMI, no centro do painel. Basta engatar a ré e o sistema é acionado. Para estacionar o SUV, deve-se seguir as faixas amarelas exibidas no monitor. Custa R$ 3.400,00.

Outro item que consta da lista de opcionais é o controle automático de velocidade adaptativo. Segundo a fábrica, o Q7 é o primeiro Audi e o 1º utilitário esporte no mundo a utilizar essa tecnologia. Selecionada a velocidade de cruzeiro (até 200 km/h) pela alavanca na coluna de direção, e um dos quatro programas de condução pelo MMI, o sistema monitora constantemente o trânsito à frente por meio de um pequeno radar montado no pára-choque dianteiro. As distâncias são exibidas na tela colocada no painel e o radar tem alcance de 180 metros. O programa avalia qualquer alteração de velocidade no carro à frente e está ligado aos controles eletrônicos de motor, câmbio e freios. Caso perceba uma desaceleração, automaticamente aciona os freios do Q7 e, num primeiro estágio, acende alarmes visuais no painel de instrumentos; no segundo estágio, freia com mais intensidade, dando um “chacoalhão” no carro, de forma a alertar o motorista sobre o perigo. Ao mesmo tempo, prepara o sistema de freios para uma frenagem de emergência – mas jamais pára o carro. Esta ação será sempre de responsabilidade do condutor. Por esse aparato paga-se R$ 12.360,00.

Há, também, o sistema de assistência lateral, que aplica semelhante tecnologia de radar. É destinado a auxiliar nas mudanças de faixa. Utilizando radar com alcance de 50 metros, percebe a presença de outro veículo e alerta o motorista por meio de LEDs (diodos emissores de luz) nos retrovisores externos. Oferecido também como opcional, custa R$ 3.900,00. Somados os três aparatos de auxílio à segurança, o preço do Q7 sobe para R$ 399.620,00.

De série o Q7 traz sistema de som BOSE com 14 alto-falantes e toca-CD com capacidade para 6 discos; airbags para motorista e passageiro, laterais e tipo cortina; ar-condicionado com 4 zonas de resfriamento e abertura do porta-malas elétrica, com altura regulável. Há faróis bixenônio com fachos direcionáveis (acompanham o movimento do volante nas curvas) e teto solar em duas seções, abrindo-se apenas a dianteira. Também como opcional é oferecido gancho de reboque escamoteável com acionamento elétrico.

Jeep Commander


Os utilitários esporte (SUV) de sete lugares até agora formavam um nicho dentro do nicho, com oferta de modelos bastante limitada, sendo a mais recente o Audi Q7, de preço nas alturas. Ao vislumbrar essa oportunidade, a DaimlerChrysler passa a oferecer agora o Jeep Commander, um derivado do Grand Cherokee que utiliza a mesma arquitetura, motorização, suspensões e sistema de tração total permanente. Na realidade, é o primeiro Jeep com sete bancos. Clara intenção de projeto, suas linhas mais rústicas remetem à tradição da marca que, nos últimos tempos, havido sido atenuada até mesmo no Cherokee Sport. Indicadores deste estilo mais “durão” são o pára-brisa, o conjunto ótico traseiro e os vidros laterais retangulares e verticais, algo discutíveis, mas que atraem um público fiel.

A DC aposta no preço de R$ 237 mil para atrair compradores que precisam dos dois lugares extras na terceira fileira. E tratou de colocar a segunda e terceira fileiras em planos diferentes a fim de melhorar a visibilidade para os ocupantes, como ocorre em teatros e cinemas. Um degrau no teto permite elevações em torno de 12 cm para cada fileira. Da última para a primeira, portanto, há um desnível de 24 cm. Todos os bancos traseiros são rebatíveis e formam plataformas planas. O Commander ganhou um novo volante e a parte superior do painel é diferente do do Grand Cherokee. Outra novidade, o teto solar divide-se em três partes, sendo que na fileira do meio há duas seções fixas, uma ao lado da outra.

No comprimento total do veículo são apenas 4 cm extras, de modo que o espaço para pernas na última fileira é bem limitado. O limite do conforto está na estatura abaixo de 1,60 m, embora esses dois passageiros contem com sistema independente de ar-condicionado. O acesso é razoável. Se sete passageiros viajam, sobram apenas 170 litros para bagagem, mas o volume pode aumentar até excelentes 973 litros no caso de cinco passageiros. Ou 1.775 litros com todos os bancos traseiros rebatidos.

O motor Hemi V8 de 5,7 litros e 326 cv/51 kgm também é igual ao do Grand Cherokee. Mantém, inclusive, o desligamento de quatro cilindros em velocidade de cruzeiro que, em condições ideais, economiza até 20% de gasolina. O sistema ativo de tração 4x4 permanente Quadra-Drive II, com reduzida, possui distribuição eletrônica de torque no diferencial central. Os diferenciais dianteiro e traseiro de deslizamento limitado receberam gerenciamento eletrônico. A caixa de câmbio automática de cinco velocidades com comando manual seqüencial tem programas de trocas, incluindo um específico para reboques.

O Commander vem apenas em uma versão, bastante completa. Há sensores de estacionamento, limpadores de pára-brisa com sensor de chuva e monitoração de pressão dos pneus, só para citar alguns. Disponível ainda uma linha completa de acessórios da Mopar, de faróis off-road a suporte de bicicleta para teto.

Um desafiador trecho fora de estrada, em Campinas (SP), serviu para demonstrar as qualidades do Commander. Apesar de seus 2.318 kg de peso em ordem de marcha — 110 kg a mais em relação ao Grand Cherokee com o mesmo motor —, mostra desenvoltura ao vencer obstáculos. A suspensão traseira ainda com eixo rígido, solução de inegável robustez, não se traduz em limite ao conforto. Pelo contrário, o longo curso das suspensões e molas bem dimensionadas diminuem os impactos que os grandes desníveis do solo impõem. Subidas e descidas radicais são vencidas sem a menor dificuldade.

A resposta da tração 4x4 Quadra-Drive 2 agora é mais rápida: apenas um oitavo de volta de qualquer roda permite ao sistema identificar a necessidade de torque adicional. Se necessário, 100% da força pode ser direcionada para apenas uma roda, caso ela seja a única em condições de prover movimento ao veículo. Com tanta potência disponível, são raras as situações em que se torna, de fato, necessário colocar em ação a reduzida de 2,72:1. Os controles eletrônicos de tração também ajudam.

Freios ABS a disco nas quatro rodas com assistência adicional em emergência e repartidor de atuação para os dois eixos, além de pinças dianteiras de dois pistões, asseguram ótima eficiência de frenagem. O corretor eletrônico de trajetória em curvas inclui uma função adicional, capaz de mitigar eventual tendência à capotagem a que todo SUV, por seu alto centro de gravidade, está sujeito em condições severas ou por inabilidade do motorista. No caso do Commander, a altura total chega a 1,82 m.

Muitos bons os ângulos de entrada (37°), de saída (24°) e de dorso (24°). Vão livre do solo de 21 cm e de 51 cm a 15 km/h para vencer trechos alagados são exemplos de aptidão no uso severo fora-de-estrada. O comprimento total de 4,79 m não impede que tenha um razoável diâmetro de giro — 12 m entre guias — para facilitar as manobras. Um ponto fraco é a visibilidade pelo vidro traseiro, pois a posição elevada dos últimos bancos e respectivos encostos de cabeça atrapalham. Espelhos externos superdimensionados compensam parte dessa desvantagem.

Kia Picanto


Na apresentação de seu novo carro, o Picanto, a Kia fez questão de esclarecer a origem do nome, do francês piquant, ou picante. Isso poderia dar a idéia de um carro com proposta esportiva, mas o Picanto, com seu motor 1,1-litro, não segue essa linha. Seu aspecto picante se refere mais às oito cores disponíveis, algumas bem fortes e ousadas, ao acabamento, excelente, com ótima construção, e ao preço, bastante competitivo. Por R$ 34,9 mil, o carrinho traz pintura metálica, faróis de neblina, direção hidráulica, vidros, travas e retrovisores elétricos, ar-condicionado, toca-CD com MP3, rodas de liga leve de 14 polegadas (com pneus 165/60) e, por R$ 5.000 a mais, câmbio automático. Tudo isso com garantia de cinco anos. O picante, portanto, diz respeito à concorrência.

Quando alguém se refere ao Picanto como carrinho não é força de expressão. Ele é, realmente, o menor carro à venda no mercado brasileiro, com 3,50 m. Só para comparar, o Ford Ka tem 3,62 m, 12 cm a mais, ainda que os porta-malas de ambos tenham tamanhos próximos: enquanto o do Picanto tem 157 l, o do Ka comporta 186 l. Isso o torna um carrinho urbano por excelência, com a vantagem de contar com quatro portas, opção não disponível para o concorrente feito pela Ford. Longe de ser um problema, o tamanho reduzido é algo desejado por muitas pessoas, que querem um veículo ágil no trânsito e pequeno o suficiente para caber em qualquer vaga.

Outra de suas vantagens em relação aos concorrentes é o motor 1,1-litro. A cilindrada, pouco maior do que a de modelos nacionais, não se reflete em mais potência, pelo contrário: com 64 cv a 5.500 rpm, ele é mais modesto que o Fiat Fire (65 cv com gasolina), que o Volkswagen EA-111 (72 cv, também com o derivado de petróleo) e que o Chevrolet VHC (77 cv, com gasolina, na versão mais potente, usada no Corsa).

A grande sacada é que potência, para quem anda com o carro na cidade, não se reflete em nenhum benefício prático, o que torna esse tipo de argumento uma mera estratégia de marketing. Torque, por sua vez, é de fundamental importância, já que garante respostas mais rápidas e saídas de semáforo mais ágeis, por exemplo. Nesse quesito, o Picanto conta com o motor de maior torque entre seus concorrentes. São 9,9 kgm. Além de o torque máximo ter de ser alto, ele também tem de surgir em baixas rotações. No Picanto, ele aparece a 2.800 rpm. Quem chega mais perto é o EA-111, que apresenta, com álcool, 9,8 kgm, mas a altos 4.300 rpm.

O bom motor seria ainda mais beneficiado se o modelo tivesse peso baixo. E tem. O Picanto pesa 890 kg com câmbio manual e 910 kg com o automático. O WebMotors teve a chance de testar as duas versões, que trazem, como únicas diferenças, o sistema de controle remoto das portas na chave e airbag como exclusividade da versão automática.

O percurso de avaliação, de apenas 4 km, foi de todo modo interessante por trazer curvas em baixa e em alta velocidade, subidas, descidas e retas. Fizeram falta, veja o leitor, as lombadas que normalmente se encontra nas cidades. Isso porque o Picanto é baixo, mas tem uma roda em cada ponta da carroceria. Teoricamente isso pode auxiliá-lo a enfrentar melhor essas vilãs, ainda piores quando são irregulares, mas não foi possível avaliar essa questão no trajeto escolhido pela Kia.

Com entreeixos curto, de apenas 2,37 m, e pouca altura em relação ao solo, o Picanto faz curvas fechadas com facilidade e tem excelente raio de esterço. Quando sai, de frente, ele se porta de maneira exemplar. Quando se ouve o pneu cantar, por exemplo, isso acontece nas quatro rodas, não em uma só, uma demonstração do grande equiilíbrio do coreaninho. Facilita, para isso, a direção hidráulica, com três voltas de batente a batente. O escalonamento de marchas, na versão manual, é preciso: nem curtas demais, fazendo o motor gritar o tempo todo, nem longas em exagero, tirando do carro sua capacidade de resposta e de manutenção da velocidade, especialmente em subidas e com o carro carregado.

Na versão automática, as quatro marchas sentem pouco a falta de mais uma companheira, uma quinta que pudesse ajudar o carro a usar melhor seu motor. Com duas pessoas a bordo, ele sente um pouco mais, até porque a primeira marcha é mais longa (precisa ser). A questão é que esse carro, como todos os outros usados nas cidades, vai andar a maior parte do tempo apenas com seu motorista. Tanto é assim que, em algumas grandes metrópoles, há vias reservadas para carros que circulam com mais de uma pessoa como opção para diminuir o tráfego. Só com o motorista, a versão automática do Picanto deslancha muito bem. Quando se precisa de mais força, basta pisar forte no acelerador e acionar o kick-down para o carrinho ir embora sem dificuldades.

O que mais impressiona no Picanto é seu bom acabamento. Não há rebarbas de plástico e as peças têm um toque agradável, de plásticos de alta qualidade. Também há revestimento de tecido nas portas. Em movimento, não se ouve barulhos de suspensão, aliás, bem comum (McPherson na dianteira e barra de torção na traseira), nem o barulho do motor. Prova de que o torque é fundamental é que o Picanto atinge os 110 km/h a pouco mais de 3.000 rpm (o conta-giros vai até 8.000 rpm). O câmbio, neste caso, não precisou ser exageradamente encurtado para o carro se mover.

Os comandos e a posição de dirigir são muito bons, mesmo para motoristas altos. Por ser um carrinho de teto elevado, o Picanto acomoda bem seus passageiros. Um passageiro de 1,80 m, atrás de um motorista de mesma altura, sentirá um pouco a falta de espaço para as pernas, mas não para a cabeça. Se o motorista for menor, ou vice-versa, todos viajarão sem reclamações ou desconfortos.

Em termos de preços, os R$ 34,9 mil poderiam parecer salgados, mas vejamos a concorrência. Com menos itens de série que o Picanto, o Chevrolet Celta Super 1.0 FlexPower custa R$ 33.703; o Fiat Palio Fire Flex, também sem o mesmo pacote, sai por R$ 32.802; já o VW Fox Plus, com os mesmos itens, é vendido por R$ 45.039.

Nenhum dos três concorrentes oferece câmbio automático como opção, mas todos têm um porta-malas mais generoso, o que deve ser levado em conta por quem precisar de espaço para malas ou tiver o costume de viajar. Nenhum dos nacionais, de todo modo, tem garantia de cinco anos, um alento para quem resiste a comprar carros da Kia. Controlada pelo grupo Gandini, a marca já deu reiteradas demonstrações de que veio para o Brasil para ficar. Vale lembrar que a garantia só continua valendo para quem segue rigorosamente as revisões programadas.

No que se refere a seguro, o Picanto ainda não teve valores cotados, mas a linha Kia, com exceção da Besta, que tem índice de sinistralidade alto, é de menos de 5% do valor total do carro. Para o Picanto, portanto, espere um seguro na casa dos R$ 1.500 a R$ 2.000 reais.

Por essas e outras é que o novo compacto pode preocupar a concorrência. Para a Kia, Picanto nos olhos dos outros será refresco.

Ford RoCam

O dia 23 de agosto de 2006 marca o lançamento da versão flexível em combustível do motor RoCam de 1 litro da Ford. Isso quatro anos e três meses depois da apresentação oficial da nova geração do Fiesta, em maio de 2002. A demora talvez não fosse tão notada se no lançamento do carro a Ford não tivesse exibido também um modelo flex, que acabou encontrando o caminho da produção, apenas na versão com motor 1,6-litro, dois anos e quatro meses depois, em setembro de 2004, quando o Fiesta Sedan foi apresentado. Chegando só agora, o 1-litro flex coloca diante do consumidor ávido por abastecê-lo com álcool um dilema interessante, a exemplo do que já havia acontecido com o motor 1,6-litro: seu desenvolvimento, para lá de competente, o tornou melhor de usar com gasolina do que com álcool.

A explicação é simples: uma das medidas principais tomadas para transformar o RoCam em flexível foi aumentar sua taxa de compressão, de 9,8:1 para 12,8:1, mais propícia ao uso de etanol. Essa é uma política da Ford para seus flex, a de fazer um motor a álcool que rode bem com o combustível fóssil. Com gasolina, uma taxa alta torna mais fácil a ocorrência de detonação, a chamada “batida de pino”, que é a combustão antes do tempo correto. Essa frente de chama irregular pode causar até um furo na cabeça do pistão.

Para que essa política fosse possível, a Ford teve de contar com uso extensivo da eletrônica, com dispositivos mais avançados, como a válvula termostática eletrônica, que mantém a temperatura de trabalho do motor mais adequada a cada combustível (103ºC com álcool e 93ºC com gasolina) e os tradicionais, como a regulagem de ponto de ignição. Com tudo isso, o motor consome álcool de maneira mais eficiente. A questão é que acontece o mesmo com gasolina.

Como o flex, mais do que uma questão de mera escolha, é também um poderoso instrumento de economia, a relação de consumo entre o consumo de álcool e o de gasolina é o que determina o melhor negócio. Em outras palavras, esqueça aquela história de que, se o preço do litro de álcool custar até 70% do que custa um de gasolina, compensa abastecer com etanol. Essa regra geral nem sempre vale.

No caso do Fiesta 1-litro, o consumo com álcool é de 9,8 km/l na estrada e 8 km/l na cidade, de acordo com a Ford. Com gasolina, os números são, respectivamente, de 15,9 km/l e 12 km/l. Dividindo o consumo de álcool pelo de gasolina, para cada situação (estrada=15,9/9,8 e cidade=12/8), chega-se à proporção de preço correta entre o álcool e a gasolina. Para o uso em estrada, o etanol não pode custar mais do que 61,64% do valor de um litro de gasolina; na cidade, se essa relação passar de 66,67%, o combustível fóssil oferecerá uma relação de custo melhor.

Com isso, só é vantagem usar álcool, no Fiesta 1.0 Flex, em Goiás e São Paulo, de acordo com o levantamento mensal de preços da ANP, tanto na estrada quanto na cidade. Para esses estados, em percursos rodoviários, também há que se ter algum cuidado, já que o álcool não oferece a mesma autonomia que a gasolina, sendo necessário parar mais vezes para abastecer. No ciclo urbano, é vantajoso usar o álcool sob algumas poucas condições, já que o etanol é melhor aproveitado por um motor quente. Em percursos curtos, de menos de cinco quilômetros, usar o etanol, a não ser por questões de responsabilidade social e compromisso com um meio-ambiente mais limpo, é fria.

Percurso plano

Para avaliar melhor o comportamento dese motor, o WebMotors optou pela avaliação de um modelo Sedan, mais pesado do que o hatch e, portanto, mais sujeito a mostrar eventuais fraquezas. Pena que o percurso escolhido pela Ford para a avaliação fosse composto apenas de retas, situação que deve estar presente em muitas cidades, mas certamente não na maioria. Algumas subidas, mesmo que poucas, dariam uma idéia melhor do ganho de torque que o carro teve, de 8,87 kgm para 9,12 kgm, com gasolina, e 9,28 kgm, com álcool. O torque máximo, nos dois casos, é atingido a 4.750 rpm, mas, segundo a empresa, 88% dele já está disponível a 1.500 rpm. No motor anterior, o torque máximo surgia a 2.750 rpm.

Isso poderia até ser um grande ganho, não fosse o carro ter ficado mais pesado que o modelo anterior: de 1.028 kg, ele passou a 1.076 kg. Na prática, a melhoria de desempenho, se houve, não é significativa (a Ford não divulga dados de desempenho). Perceptível não é, pelo menos. O carro continua tendo menos motor do que seria ideal. Para o Sedan, o melhor seria um propulsor de, no mínimo, 1,3 litro de cilindrada, intermediário entre o 1-litro que carrega o hatch sem brilho, mas também sem grandes queixas, e o 1,6.

Em termos de suspensão, o Fiesta continua sendo um dos melhores do segmento, com bom acerto. Incomoda apenas quando o piso está molhado e a suspensão fica úmida. O que acontece é que as buchas, molhadas, rangem, dando a impressão de que o carro pode estar com algum defeito. Quando seca, o Fiesta deixa de ter o rangido.

Por dentro, a falta de uma regulagem de altura do volante é compensada pelo mesmo ajuste, só que de banco. Com isso, os motoristas de mais de 1,80 m que eventualmente se depararem com um Fiesta conseguirão enxergar os instrumentos de maneira razoável. Sem nenhuma regulagem, a parte de cima dos relógios fica oculta pelo aro do volante. Fora isso, a ergonomia é bastante boa, ainda que fique a dever à do Focus, o que, considerando o segmento em que cada carro se insere, faz mais do que sentido.

Por R$ 29,32 mil para o hatch e R$ 31,39 mil para o Sedan, o que o consumidor passará a encontrar nos modelos de entrada é a opção de também usar o álcool, além das qualidades que os dois carros já exibiam, como o bonito desenho, prestes a mudar na Europa, o bom porta-malas de ambos (305 l e 478 l para hatch e sedã, na ordem) e um preço bastante competitivo em relação à concorrência. Quanto ao dilema entre usar etanol ou gasolina, cabe ao bolso e à consciência de cada um resolver. Por critérios racionais, será uma opção restrita a poucos lugares no país.

Peugeot


A Peugeot apresentou, na Província de Jujuy, Argentina, o 307 Sedan, que vem a completar a família de médio-compactos da fábrica no Brasil – composta, além do hatch, pelo conversível CC e pela perua SW. Fabricado em Palomar, também no país vizinho, o modelo estará à venda a partir de 24 de agosto.

Como no hatch, são três versões: Présence, Feline e Griffe. A primeira, de entrada, chega por R$ 54.700,00 e terá apenas uma opção de motor, o 1,6-litro 16 válvulas flexível em combustível (roda com gasolina, álcool ou qualquer mistura de ambos) de respectivos 110/113 cv. Para a intermediária Feline e a Griffe, de topo, será oferecido o motor de 2 litros também de 16 válvulas a gasolina, de 143 cv, com comando de válvulas variável para a admissão.

O destaque fica por conta do nível de equipamentos de série. Desde a versão básica estão presentes freios a disco nas quatro rodas, com ABS, distribuição eletrônica das forças de frenagem e auxílio à frenagem de emergência; duplo airbag; ar-condicionado; vidros elétricos nas quatro portas, com comando um-toque; e travas elétricas com acionamento automático (atingidos 10 km/h).

Para a Feline são acrescidos ar-condicionado com duas zonas de resfriamento; toca-CD com comando satélite na coluna de direção; retrovisor eletrocrômico e a opçao de câmbio automático de 4 marchas, com comando seqüencial.

A versão Griffe conta com bancos revestidos de couro; toca-CD com capacidade para 6 discos, inseridos no painel; teto solar com acionamento elétrico e kit Bluetooth de comunicação sem-fio com celular. Será oferecida apenas com câmbio automático e traz sensores de auxílio ao estacionamento no pára-choque traseiro.

Construído sobre a mesma plataforma do hatch, o 307 Sedan tem idêntica distância entreeixos: 2,61 metros. Fica distante de alguns modelos concorrentes, como o Honda Civic (2,70 m) e Renault Mégane (2,69 m). Ainda que a engenharia tenha sido eficiente em conseguir bom aproveitamento do espaço interno, os números não mentem: há menos conforto para os passageiros no Peugeot, comparado à concorrência.

O sedã cresceu 26,7 cm em comprimento, comparado ao hatch. A dianteira traz o mesmo desenho adotado na linha no início do ano. Já a traseira tem linhas mais conservadoras, porém agradáveis. As lanternas utilizam lâmpadas convencionais, em vez dos mais eficientes LEDs (diodos emissores de luz).

De acordo com a Peugeot, o 307 Sedan atinge 204 km/h de velocidade máxima na versão 2-litros com câmbio manual, acelerando de 0 a 100 km/h em 9,7 segundos. Com câmbio automático, chega a 203 km/h e vai da imobilidade a 100 km/h em 10,7 s. O 1,6-litro chega a 186 kmh, atingindo 100 km/h em 12,6 segundos.

Traz a mesma configuração de suspensões do hatch, independente na dianteira tipo McPherson e por eixo de torção na traseira. Ao volante, mostrou que herda do modelo do qual deriva a eficiência em superar irregularidades no piso e disposição para uma condução mais esportiva. Durante o percurso de avaliação, no trecho de curvas sucessivas, o 307 sedã exibiu comportamento neutro, a despeito do maior peso na traseira – são 90 kg na versão com câmbio automático (1.384 kg) e 81 kg na com caixa automática (1.411 kg). Restou saber como ele se comportará com o grande porta-malas cheio.

Seu porta-malas, aliás, apresentado como outro destaque, gera polêmica. A fábrica ressalta os 623 litros de capacidade, que o tornariam de longe o maior do segmento. No entanto esse valor só é obtido numa situação hipotética de se preencher todo e qualquer espaço do compartimento – com água, por exemplo. Pelo método VDA, que utiliza blocos retangulares e assemelha-se à utilização convencional, são 506 litros. É ainda um ótimo número – e deve-se destacar o fato de a Peugeot declarar ambos os números, esclarecendo os métodos de obtenção de cada um deles. Nem todas as fábricas fazem isso, optando pelo valor mais favorável.

Sua direção tem peso e resposta ideais, com funcionamento perfeito da assistência eletroidráulica. O câmbio automático, de 4 marchas, também mostra bom funcionamento, mas poderia ser melhor, caso fosse adotada a 5 marcha – como nos concorrentes Honda Civic e Renault Mégane 2-litros, citados acima. Essa mudança certamente traria mais agilidade ao sedã Peugeot – que tem bom tanque de combustível, com 60 litros.

A variação das válvulas de admissão no motor de 2 litros proporciona mais elasticidade ao motor, eliminando a necessidade de reduções de marcha em retomadas de velocidade. Essa característica, no entanto, é mais facilmente percebida com a caixa manual. Concorre para o bom desempenho o torque de 20 kgfm a 4.000 rpm, um bom regime, considerando-se o fato de ser um motor multivalvulado. No motor de menor cilindrada, os valores de 15,5 kgfm (álcool) e 14,2 kgfm (gasolina) surgem também a 4.000 rpm.

A expectativa da Peugeot é vender 3.200 unidades do 307 Sedan em 2006, divididas em 640 do Presence, 640 para o Feline com câmbio manual e 1.920 de Feline e Griffe com câmbio automático.

Fiat Mille


A teimosia, longe de ser um defeito, pode ser uma grande qualidade. Basta ver o caso do Fiat Mille, o antigo Uno. Há anos ele teima em ser um dos carros mais vendidos do mercado, o mais barato, um dos que oferecem o melhor espaço interno e, mais importante do que isso, um dos mais econômicos. Agora, com o kit Way, a Fiat quer mostrar que ele também pode ser teimoso em enfrentar terrenos dos quais poucos carros se atreveriam sequer a chegar perto.

Seja na versão de três portas ou na de cinco, o valor do kit é de R$ 700. Com isso, os valores para o carro básico, nas duas versões, sobem respectivamente de R$ 21,61 mil e R$ 23,18 mil para R$ 22,31 mil e R$ 23,88 mil. Vale dizer que esses são preços de tabela, dificilmente praticados pelo mercado, que vem oferecendo bons descontos na compra de um novo.
O kit engloba soleiras nas portas, caixa de rodas pintada de preto, protetores de pára-lamas, revestimento das colunas centrais e calotas com o logo “Way”, mas essa perfumaria toda só serve para dar um aspecto mais bonito ao carro, o que consegue. Apesar de ser velho conhecido das pessoas, o Mille com o kit Way chama a atenção por onde passa. A parte funcional do kit é o aumento do vão livre do carro, 4,4 cm maior, e a adoção de pneus 175/70 R13, das mesma marca que os usados no Ford EcoSport, o Pirelli Cinturato P4. O fato de serem maiores não impediu que o estepe continuasse numa das melhores posições encontradas até hoje em automóveis nacionais, dentro do cofre do motor.
Os pneus, além de deixarem o Mille mais disposto para encarar estradas de terra, também alongaram as marchas, já que o diâmetro do conjunto roda/pneu é maior (57,4 cm de diâmetro, contra 56,1 cm do original). Há um aspecto bom e um ruim nisso. O positivo é que o carro precisa de menos giros para manter a mesma velocidade (quase 100 rpm a menos), o que o torna mais econômico e menos barulhento em velocidade alta, mantendo os 120 km/h sem esgoelar o motor. Já o negativo consiste na perda da tradicional agilidade do carro, sempre um dos 1-litro mais espertos do mercado. Ele teima em não querer andar do mesmo modo que a versão normal, sendo necessário forçar um pouco mais as marchas mais curtas para ter um resultado semelhante.

Mesmo quando exigido, de qualquer forma, o excelente motor 1-litro Fire manteve intacta sua característica principal, o consumo baixíssimo de combustível. Poucos conseguem, por exemplo, atingir a marca de 10 km/l em ciclo urbano utilizando álcool. Tudo bem que a combinação Fire-Mille é um casamento mais do que feliz, aliando um motor de bom torque em baixa rotação e de giro fácil a um carro de apenas 810 kg, em sua versão três portas, mas conseguir um consumo destes era algo que diversos fãs do etanol desejavam desde que o primeiro carro a álcool saiu da linha de produção.

Na avaliação realizada pelo WebMotors, foram percorridos 460 km só na cidade, num esforço para que o tanque se esvaziasse e fosse possível avaliar o carro também com gasolina, mas o prazo de empréstimo do Mille não foi suficiente. O ponteiro da gasolina teimava em não descer, de jeito nenhum. O máximo a que se chegou foi ao acendimento da luz de reserva do tanque, que indica haver ainda 8 litros de combustível a queimar. Isso, frise-se, depois de 460 km...

Como já foi dito, o desempenho do Mille Way é o de um carro 1-litro comum, pouco inferior ao do Mille comum. A visibilidade, especialmente a traseira, foi recentemente considerada a melhor do Brasil em um teste realizado pelo Cesvi Brasil (leia mais sobre isso aqui), o que apenas confirma as impressões de qualquer motorista quanto à qualidade de visão que o carro oferece, praticamente sem pontos cegos.

O kit Way oferece um pouco mais de mobilidade nas cidades, permitindo praticamente ignorar algumas lombadas, valetas e buracos, ainda que não todos. Na terra, não espere desempenho de fora de estrada, mas sim alguma coisa comparável ao que o Fusca fazia, enfrentando e vencendo terrenos difíceis desde que com o cuidado necessário. Não se surpreenda se o carrinho vencer uma trilha leve, por exemplo.

Outro item em que o Mille é campeão é no aproveitamento de espaço. Entre os carros pequenos, ele tem o maior porta-malas, apenas igualado pelo Novo Palio em 290 l. Foi ele, também, o pioneiro entre os hatches na disposição de bancos mais altos para compensar o entreeixos curto, algo apresentado pela Volkswagen como uma grande solução no Fox.

Como nem tudo são flores, a posição de dirigir não é das melhores, com uma regulagem de distância do banco que prejudica motoristas mais altos. Se houvesse um ajuste de altura ou a opção de mais distância para o banco, isso já seria sanado. O espaço no banco de trás também não é grande, mas é honesto.

Em movimento, o volante se mostra preciso e, apesar da falta de assistência hidráulica, ele está entre os mais leves do mercado para manobras. A suspensão alta e a posição de dirigir não estimulam nenhuma ousadia esportiva, apesar de o Mille se comportar bem em curvas. Nem dá para ter nenhum arroubo de piloto com o carro, considerando sua parca reserva de desempenho.

Por dentro, o carro se conserva com a mesma simplicidade que sempre o caracterizou, mas com a possibilidade de um quê a mais de equipamentos, como o ar-condicionado e a direção hidráulica, dois opcionais que tendem a se tornar prejuízo, especialmente se o carro for vendido em menos de três anos, período mínimo de amortização de um carro.

Como o Mille não tem versões que tragam esses equipamentos de série, sua instalação não entra na composição do preço nas tabelas de modo geral. Esse valor é composto pela cotação da maioria dos Mille, ou seja, de carros que saíram de fábrica sem ambos. Na melhor das hipóteses, eles se tornam apenas bons diferenciais de revenda, mas, considerando que o ar-condicionado custa R$ 2.990 e que a direção hidráulica nem é vendida como opcional, mas como acessório, o investimento pode ser alto demais.
Com todas essas teimosias, umas benéficas, outras nem tanto, a mais chata de todas é a do hodômetro parcial, que sempre que se desliga o carro cisma em desaparecer. É preciso acioná-lo todas a vezes.

Se a teimosia do Mille em permanecer no mercado é boa ou não, quem tem optado por isso é o consumidor, e as razões são evidentes. Como meio de transporte eficiente, espaçoso e de baixo custo, o veterano da Fiat ainda não encontrou concorrentes à altura. Quem teima em comprá-lo tem bons argumentos para fazê-lo.

Minardi


A Minardi é uma equipe de automobilismo que competiu no campeonato de Fórmula 1 entre os anos de 1985 e 2005. Atualmente disputa o campeonato Euro3000, um campeonato continental.

A Minardi, embora tenha feito vários torcedores pelo mundo, sempre foi uma equipa pequena, de resultados modestos.


A Red Bull comprou, em 2006, toda a estrutura da escuderia na F1 e ela então passou a chamar-se Scuderia Toro Rosso, uma espécie de time satélite da Red Bull Racing
Red Bull Racing
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Cristian Klien, 2005A Red Bull Racing é uma equipe de automobilismo que compete no campeonato da Fórmula 1. É de propriedade da indústria de bebidas austríaca Red Bull, que comprou no final de 2004 a escuderia Jaguar.

Estreou em 2005, com os pilotos David Coulthard e Christian Klien, pilotos que manteve para a época de 2006.

Na época de 2006, conseguiu o seu primeiro pódio com o 3º lugar de David Coulthard no Grande Prémio do Mónaco.
Motores
A equipa Red Bull iniciou a sua participação no Campeonato de Formula 1 com motores V10 da Cosworth, utlizando para a época de 2006 os motores V8 da Ferrari.
Jaguar Racing
Equipe de fórmula 1, antes Stewart, foi comprada pela Ford em 1999, assumindo o nome de Jaguar Racing. Em 2004 foi vendida para a Red Bull.
[editar] Estatísticas da Equipe
GPs disputados: 85
Vitórias: 0
Poles: 0
Pilotos
Eddie Irvine (2000 - 2002)
Johnny Herbert (2000)
Luciano Burti (2000 - 2001)
Pedro de la Rosa (2001 - 2002)
Mark Webber (2003 - 2004)
Christian Klien (2004)

Scuderia Ferrari


A Scuderia Ferrari é uma equipe de automobilismo da montadora italiana Ferrari que compete no campeonato da Fórmula 1.
História
A verdadeira paixão de Enzo Ferrari, a despeito de seu extenso negócio de carro de rua, sempre foi automobilismo. Sua Scuderia começou como um patrocinador independente para pilotos em vários carros, mas logo se tornou uma equipe de corrida da própria Alfa Romeo. Após a saída de Ferrari da Alfa, ele começou a desenhar e produzir seus próprios carros; a primeira equipe de Ferrari apareceu no cenário dos grandes prêmios Europeus após o final da II Guerra Mundial.
A Scuderia se juntou ao Campeonato Mundial de Fórmula 1 no primeiro ano de sua existência, 1950. José Froilán González deu a primeira vitória à equipe no Grande Prêmio da Inglaterra de F1 de 1951. Alberto Ascari deu à Ferrari seu primeiro Campeonato Mundial um ano depois. A Ferrari é o mais antigo time restante no campeonato, sem mencionar o mais bem sucedido: a equipe tem quase todos os recordes da Fórmula 1. Em 2004, os recordes da equipe incluem catorze títulos do Campeonato Mundial de pilotos (1952, 1953, 1956, 1958, 1961, 1964, 1975, 1977, 1979, 2000, 2001, 2002, 2003 2004 e 2005), títulos do Campeonato Mundial de Construtores (1961, 1964, 1975, 1976, 1977, 1979, 1982, 1983, 1999, 2000, 2001, 2002, 2003 e 2004), 179 vitórias em grande prêmio, 3.445 pontos e meio, 544 pódiuns, 174 pole positions, 11.182 voltas lideradas, e 180 voltas mais rápidas em 1.622 grandes prêmios disputados.

Os pilotos famosos incluem Tazio Nuvolari, Juan Manuel Fangio, Alberto Ascari, Phil Hill, Mike Hawthorn, John Surtees, Niki Lauda, Jody Scheckter, Gilles Villeneuve, Nigel Mansell, Alain Prost, Gerhard Berger, Michael Schumacher, Rubens Barrichello e Felipe Massaa grande revelação do interior paulista
Curiosidade
Maior bandeira da Fórmula 1 do mundo.O Brasil possui a maior bandeira de Fórmula 1 do mundo com o símbolo da Ferrari.
O Circuito de Imola na República de São Marino (Itália) tem o nome do Fundador da Ferrari, Enzo, e de seu filho Dino, falecido precocemente.
No Grande Prémio da Áustria de 2002, a Equipe Ferrari foi extremamente vaiada por um jogo de equipe que culminou na vitória de Michael Schumacher.
Na decisão do título mundial de F1 de 1997, o piloto argentino Norberto Fontana, segundo entrevista a um jornal argentino, recebeu ordem do diretor da Ferrari, Jean Todt, de bloquear a passagem do rival canadiano Jacques Villeneuve. Sua equipe
competia com motores Ferrari naquela época. O argentino abriu passagem para Schumacher e bloqueou o Villeneuve. Fontana, entre outras coisas, disse:
Ferrari é um fabricante italiano de carros de corrida e ou desportivos de alto desempenho fundado por Enzo Ferrari em 1929. No início, Scuderia Ferrari patrocinou pilotos e carros de corrida fabricados; a empresa começou sua produção independente em 1946, mais tarde se tornando Ferrari S.p.A., e agora pertence ao grupo Fiat e Piero Ferrari, filho de Enzo. A empresa está sediada em Maranello, próximo à Modena, Itália.
O famoso símbolo da Ferrari é um cavalo negro empinado em um fundo amarelo, sempre com as letras S F de Scuderia Ferrari.

O cavalo era originalmente o símbolo do Conde Francesco Baracca, um lendário "asso" (ás) da força aérea italiana durante a I Guerra Mundial, que o pintou na lateral de seus aviões. Baracca morreu muito jovem em 19 de Junho de 1918, abatido após 34 duelos vitoriosos e muitas vitórias em grupo; ele logo se tornou um herói nacional.

Baracca queria o cavalo empinado em seus aviões porque sua esquadra, os "Battaglione Aviatori", foi inscrita em um regimento da Cavalaria (forças aéreas estavam em seus primeiros anos e não tinham administração separada), e também porque ele mesmo tinha a reputação de melhor cavaliere (cavaleiro) de sua equipe.
Houve a suposição que a escolha de um cavalo tivesse sido em parte por causa do fato de que sua nobre família fosse conhecida por ter muitos cavalos entre seus bens em Lugo di Romagna. Outra teoria não comprovada sugere que Baracca copiou o desenho de cavalo empinado de um piloto alemão que tinha o emblema da cidade de Stuttgart em seu avião. Interessantemente, a fabricante alemã de carros Porsche, de Stuttgart, pegou emprestado seu logo de cavalo empinado do emblema da cidade.

Em 17 de Junho de 1923, Enzo Ferrari ganhou uma corrida no circuito de Savio em Ravenna e lá ele conheceu a Condessa Paolina, mãe de Baracca. A Condessa pediu que ele usasse o cavalo em seus carros, sugerindo que isso lhe daria boa sorte, mas a primeira corrida na qual a Alfa permitiu o uso do cavalo nos carros da Scuderia foi onze anos depois, nas 24 Horas de Spa em 1932. Ferrari ganhou.
Ferrari deixou o cavalo negro como havia sido feito no avião de Baracca; contudo, ele adicionou um fundo amarelo porque era a cor símbolo de sua terra natal, Modena.

O cavalo empinado não foi sempre identificado como marca apenas da Ferrari: Fabio Taglioni o usou em suas motocicletas Ducati. O pai de Tagliani foi de fato um companheiro de Baracca e lutou com ele no 91º Esquadrão Aéreo, mas ao passo que a fama da Ferrari cresceu, Ducati abandonou o cavalo; esse pode ter sido o resultado de um acordo privativo entre as duas marcas.

O Cavalo empinado é hoje uma marca registrada da Ferrari.

WilliamsF1


WilliamsF1, anteriormente Williams Grand Prix Engineering, é uma equipe de fórmula 1 dirigida por Frank Williams e Patrick Head. A Williams foi fundada em 1977 e é uma das três grandes grandes equipes de fórmula 1, juntamente com a Ferrari e a McLaren.

Williams fundou a equipe como ela é atualmente em 1977 depois de duas tentativas sem sucesso de administrar equipes de Fórmula1 de mesmo nome. A equipe obteve muito sucesso durante os anos 80 e 90. Por isso, a Williams é considerada um membro do "Big Three" da F1 (os outros dois, Ferrari e McLaren). A Williams tem nove Campeonatos de Construtores e sete Campeonatos de Pilotos. A equipe é famosa por dar mais importância ao Campeonato de Construtores do que de Pilotos.
História da equipe
Frank Williams já possuia sua própria equipe em 1977, somente depois, com Patrick Head, formou a equipe Williams Grand Prix Engineering, nome que volta a utilizar no campeonato de 2006 depois dos anos em que foi parceira da BMW. A equipe obteve a primeira vitória num carro próprio (com motores Ford) em 1979 no GP da Grã Bretanha. O primeiro título mundial de pilotos veio em 1980 através do australiano Alan Jones.
A fase topo da Williams aconteceu nos anos 90, com a equipe sendo campeã de pilotos em 1992, 1993,1996 e 1997, e de construtores em 1992, 1993, 1994, 1996 e 1997. A equipe formou uma grande parceria com a Renault, que entregava seus motores para a equipe. As temporadas de 1992 e 1993 ficaram marcadas pelo grande domínio da equipe, graças a seus carros equipados entre outras coisas, com suspensão ativa, câmbio no volante, entre outros. O ano de 1994 ficou marcado pela contratação de Ayrton Senna e sua morte no GP de San Marino, ao volante de um carro da Williams. Frank Williams, Patrick Head e Adrian Newew (Os dois últimos projetaram o carro) foram processados, mas não foram condenados. A fase mais vitoriosa da Williams acabou em 1997, em grande parte pela perda dos motores Renault, que saíram da Fórmula 1.

Renault F1


A Renault estreou-se na Fórmula 1 no grande premio da Grã-Bretanha de 1977 com o piloto francês Jean-Pierre Jabouille. Marcou seus primeiros pontos na temporada seguinte com Jabouille no GP dos EUA. No ano de 1979, além de Jabouille, a equipe contou com o piloto Rene Arnoux. Neste ano a equipe conquistou a 1º vitória na Fórmula 1 no GP da França com Jabouille e para completar a festa Arnoux chegou na 3º posição. Em 1981, a equipe contou com o piloto Alain Prost. No ano de 1983, Prost conquistou o vice-campeonato de pilotos e de equipes, também forneceu motores para a equipe Lotus. Permaneceu como equipe até o ano de 1985, mas continuou formecendo motores para a equipe Lotus até o ano de 1986. Retornou a Fórmula 1 em 1989, formecendo motores para a equipe Williams. Dessa união conquistaram 4 títulos de construtores (92, 93, 96, 97) e 4 títulos de pilotos, com Nigel Mansell (92), Alain Prost (93), Damon Hill (96) e Jacques Villeneuve (97). A Renault forneceu motores também para a equipe Benetton (95-97), conquistando o mundial de pilotos com Michael Schumacher e o de construtores no ano de 95. Retirou-se mais uma vez das pistas no final de 1997. No final de 2000 a Renault anuncia a sua volta para a Fórmula 1, através da compra da equipe Benetton, mas mantendo o nome da equipe por mais uma temporada. Em 2002 a Renault volta a ter uma equipe oficial na Fórmula 1. A equipe contou com os pilotos Jarno Trulli e Jenson Button. Em 2003, contrata o piloto Fernando Alonso para o lugar de Button, conquista a primeira vitória e pole position da equipe após seu retorno a Fórmula 1, ambas conquistas foram de Alonso, tornando o mais jovem piloto a obter uma vitória e uma pole na história da categoria. Na temporada de 2005 obtém 8 vitórias e 7 poles e conquista o primeiro título de construtores como equipe da sua história e o título de pilotos com Fernando Alonso, a partir de 2007 a equipe Renault nao irá mais ter estanpadas em seus carros as cores amarela e azul que eram usadas pelo seu principal patrocinador a marca japonesa de cigarros Mild Seven, existe uma grande possibilidade de as cores da Renault serem azul e laranja, pelo fato de seu novo patrocinador ser o grupo finaceiro holandês ING que é avaliado em 71,3 bilhões de euros, o grupo ING também é o patrocinador principal do clube ingles Manchester United
Estatisticas da Equipe
GPs disputados: 195
Vitórias: 25
Poles: 43
Voltas mais rápidas: 22
Pontos: 719
Títulos de Pilotos: 1
Títulos de Construtores: 1
Resumo da Equipe

1977: 5 GPs; Não pontuou.
1978: 14 GPs; 3 pontos, 12º no mundial.
1979: 15 GPs; 1 vitória; 6 poles; 26 pontos, 6º no mundial.
1980: 14 GPs; 3 vitórias; 5 poles; 38 pontos, 4º no mundial.
1981: 15 GPs; 3 vitórias; 6 poles; 54 pontos, 3º no mundial.
1982: 16 GPs; 4 vitórias; 10 poles; 62 pontos, 3º no mundial.
1983: 15 GPs; 4 vitórias; 3 poles; 79 pontos, 2º no mundial.
1984: 16 GPs; 1 pole; 34 pontos, 5º no mundial.
1985: 15 GPs; 16 pontos, 7º no mundial.
2002: 17 GPs; 23 pontos, 4º no mundial.
2003: 16 GPs; 1 vitória; 1 pole; 88 pontos, 4º no mundial.
2004: 18 GPs; 1 vitória; 3 poles; 105 pontos, 3º no mundial.
2005: 19 GPs; 8 vitórias; 7 poles; 191 pontos, campeão mundial

Honda F1


A Honda Racing F1 Team é uma equipe de Fórmula 1 que retornou para competir em 2006. A equipe de Fórmula 1 da Honda foi adquirida pela British American Racing em 2005. A Honda anunciou que usará o mesmo estilo branco dos carros usados nos anos 60.

Para a Temporada de Fórmula 1 de 2006 a Honda preparou o RA106 com o motor V8 Honda RA806E, consistente com a nomenclatura de suas duas gerações precedentes da competição de F1
A Honda Motor Co., Ltd. (Honda Giken Kogyo Kabushiki Kaisha) é uma das mais importantes montadoras de automóveis e motocicletas do mundo. Fundada por Soichiro Honda, um jovem sonhador e realizador que desde a infância mostrava-se um visionário de seu tempo. Embora seja uma empresa sediada no Japão, a Honda exporta seus automóveis para o mundo inteiro.
[editar] Brasil
Em 26 de outubro de 1971 começa a funcionar a Honda Motor do Brasil Ltda., responsável pela importação e distribuição dos produtos Honda no País. No ínicio apenas motocicletas, dois anos mais tarde também produtos de força.
[editar] Primeira Fábrica
Em 1974, a Honda adquire um terreno de 1 milhão e 700 mil metros quadrados em Sumaré, no interior do estado de São Paulo, para instalar a fábrica de motocicletas. Um ano depois, o governo vetou a importação de motocicletas, o que forçou a Honda a antecipar seu projeto e construír sua fábrica em "Manaus"(AM). A grande vantagem desta fábrica é a localização na Zona Franca, permitindo importar componentes do Japão com preço competitivo. Tendo Pelé como garoto-propaganda, começa em setembro de 1976 a produção da CG 125, moto urbana de mecanica simples. Em 1977 eram fabricadas 34 mil motocicletas no mercado brasileiro e a Honda já respondia por 79% deste total. Em 1981 foi produzida na fábrica de Manaus a primeira motocicleta a álcool do mundo, uma CG 125. Atualmente, segundo a ABRACICLO (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares) a Honda produziu no Brasil no ano de 2005 um total de 981.590 motocicletas, o que corresponde a 80,9% da produção brasileira.
[editar] Automóveis - segunda fábrica
No ano de 1992 a Honda inicia a importação de automóveis para o Brasil. Inicialmente com a comercialização do modelo Accord e após do Accord Wagon, Civic Sedan, Civic CRX, Prelude e o Civic esportivo hatchback. Com uma boa perspectiva a Honda decide construir uma fábrica de automóveis no terreno que mantinha há mais de 20 anos em Sumaré. Em 3 de junho de 1996 começam as obras da nova fábrica, que foi inaugurada em 06 de outubro de 1997, com capacidade para produzir 15 mil unidades do modelo Civic Sedan por ano. Em 2005, de acordo com a Fenabrave (Federação Nacional dos Distribuidores de Veículos Automotores) foram emplacados 57.039 veículos da marca no Brasil. O plano é continuar expandindo a fábrica de Sumaré até atingir as 100 mil unidades anuais.
[editar] Automóveis Honda
A Honda disponibiliza uma vasta gama de automoveis. Entre estes os modelos Civic, Prelude, Hr-v, Crx, Cr-v, Nsx, Acord, Element, Integra, Beat e o emblematico S2000 entre outros. A marca japonesa possui ainda os modelos Insight, IMA(integrated motor assist), e o mais recente Hybrid, sendos estes ultimos modelos carros assistidos por motor electrico.
A Honda ingressa em diversos campeonatos motorizados, nomeadamente na Formula 1, Indy car, Moto GP, SuperSport, Motocross, Trials, MTB, HRC, e ainda Superboats.EDICSON

Team McLaren


A McLaren é uma equipe de automobilismo que compete no campeonato da Fórmula 1. É um das equipes de maior sucesso na categoria. Em 1988, 1990 e 1991, o piloto brasileiro Ayrton Senna foi campeão mundial de Fórmula 1 pela equipe. Atualmente ela é parceira da Daimler-Chrysler, ostentando a marca Mercedes-Benz. Foi vice-campeã de construtores e pilotos em 2005, com o piloto finlandês Kimi Räikkönen.
Foi criada em 1963 pelo piloto neozelandes Bruce McLaren, que faleceu num acidente em Goodwood, em 1970, aos 33 anos.
A Mclaren permaneceu por ter uma boa estrutura de mecânicos, tecnicos, pilotos. Teddy Mayer dirigiu a equipe por uma década, após a morte de Bruce. Ron Dennis então assumiu a direção da Mclaren, onde está há mais de 20 anos.
Hoje é uma organização que vai muito além da equipe de Fórmula 1. Produziu o esportivo de rua McLaren F1, com motor BMW, até hoje um dos carros de série mais rápidos já feito. Hoje produz em sua sede em Woking o esportivo SLR Mclaren, em parceria com a Daimler-Chrysler. O prédio de sua sede, o Mclaren Technology Centre, é uma construção de última geração, que foi finalista num prêmio de arquitetura.
Durante os anos a Mclaren apresentou motores diferentes até o presente Mercedes, produzido pela parceira atual.
Usou motores Ford, Alfa Romeo, e permaneceu por toda a década de 70 e início de 80 com motores Ford. Em 1984 muda para motores TAG turbo V6. Em 1988 troca os motores TAG turbo pelo motor Honda Turbo V6. Ano que coincide com a chegada de Ayrton Senna.
Em 1989 usa os motores 3,5 L Honda V10. Em 1993 usa 3,5 Ford Cosworth V8.
Em 1994 usa motores 3,5 L Peugeot V10.
Em 1995 passa a usar motores 3,0 L Mercedes V10. Permanecendo até hoje com os motores Mercedes-benz.
Em 2006 os motores sofreram mudanças passando a usar todas as equipas motores 2,4 L V8, que no caso da Mclaren será produzido pela Mercedes-benz.
Titulos Mundiais de Pilotos
Emerson Fittipaldi - 1974
James Hunt - 1976
Niki Lauda - 1984
Alain Prost - 1985
Alain Prost - 1986
Ayrton Senna - 1988
Alain Prost - 1989
Ayrton Senna - 1990
Ayrton Senna - 1991
Mika Hakkinen - 1998
Mika Hakkinen - 1999
Titulos Mundiais de Construtores
1974 - McLaren Ford
1984 - McLaren Porsche
1985 - McLaren Porsche
1988 - McLaren Honda
1989 - McLaren Honda
1990 - McLaren Honda
1991 - McLaren Honda
1998 - McLaren Mercedes
Estatisticas
Número de Corridas: 596
GPs vencidos: 148
Campeonatos mundiais de Pilotos: 11
Campeonatos mundiais de construtores: 8
Pole Positions: 122
Podiums: 384
Dobradinhas (1 e 2 lugares): 40
Melhores voltas: 126
(Estatistica até o Grande Prêmio da China de 2005)

Benetton Formula


A Benetton Formula foi uma equipe de automobilismo que competiu no campeonato da Fórmula 1 entre os anos de 1986 e 2001, em 2002 ela passou a se chamar Renault F1.
Foi nesta equipe, que Michael Schumacher conquistou seu primeiro campeonato mundial em 1994. Foi ainda nesta equipa, tal como Michael Schumacher, que Fernando Alonso conquistou o seu 1º título mundial no ano de 2005, com a particularidade de ser o mais jovem de sempre neste feito.
[editar] Estatísticas da Equipe
GPs disputados: 260
Vitórias: 27
Poles: 15
Pódios: 102
Pontos: 851,5
Títulos de Pilotos: 2 (1994, 1995)
Títulos de Construtores: 1 (1995)
Títulos de Pilotos
1995 - Michael Schumacher
1994 - Michael Schumacher
Títulos de Construtores
1995 - Benetton-Renaut
Alguns pilotos que já passaram pela equipe:

Michael Schumacher
Ayrton Senna (quando ainda chamava-se Toleman)
Riccardo Patrese
Jyrki Järvilehto
Giancarlo Fisichella
Alexander Wurz
Johnny Herbert
Jenson Button
Jos Verstappen
Alessandro Nannini
Thierry Boutsen
Nelson Piquet
Roberto Moreno
Martin Brundle
Jean Alesi
Gerhard Berger

Saturday, October 21, 2006

BMW Sauber F1 Team


A BMW Sauber F1 Team, foi formada a partir da compra da equipe Sauber pela construtora BMW, para disputar os campeonatos de Fórmula 1.
A Sauber foi uma construtora de carros de corrida suíça, fundada por Peter Sauber, que contruia carros esportivos desde 1970.

Em 1984 a equipe ganhou as 24 Horas de Le Mans e em 1989 a World Sportscar Championship, usando motor Mercedes e correndo contra as fortes equipes da Jaguar e Porsche.
Estatísticas da Equipe na Fórmula 1
GPs disputados: 216
Pontos: 93
Vitórias: 0
Poles: ?
Pódios: 6
A BMW AG (abreviatura de Bayerische Motoren Werke, em português: Fábrica de Motores da Baviera) é uma empresa alemã, fabricante de automóveis e motociclos. A BMW é a empresa-mãe das marcas Mini e Rolls-Royce e anteriormente também da Rover.

Estreou na Fórmula 1 em 1993 e até o ano de 2005 utilizou motores da Ferrari. A partir de 2006 passou a usar os motores da BMW, que comprou a equipe e mudou seu nome para BMW Sauber F1 Team.
História
A BMW foi fundada em Outubro de 1913 por Karl Friedrich Rapp, inicialmente como fabricante de motores para aviões, com o nome de Bayerische Flugzeug-Werke. A localização no bairro de Milbertshofen em Munique (München) foi escolhia pela proximidade das instalações do fabricante de aviões Gustav Otto Flugmaschinenfabrik.

Em 1916, a empresa obteve um contrato para produzir motores V12 para a Áustria-Hungria. Necessitando de financiamento adicional, Rapp conseguiu o apoio de Camillo Castiglioni e Max Friz, e a empresa foi reconstituída com o nome de Bayerische Motoren Werke GmbH. A sobre-expansão causou dificuldades, levando Rapp a abandonar a empresa, que passaria para o controlo do industrial austríaco Franz Josef Popp em 1917, adoptando o nome de BMW AG em 1918.

Após a Primeira Guerra Mundial, o Tratado de Versalhes (1919) proibiu o fabrico de aviões na Alemanha. A BMW passou então a produzir travões para material ferroviário.

Em 1927, uma pequena empresa alemã iniciou a produção do Dixi, uma cópia licenciada do Austin Seven, em Eisenach. A BMW adquiriu a empresa no ano seguinte, e este tornou-se o primeiro automóvel da empresa, o BMW 3/15. Em 1933, a BMW já produzia automóveis de sua própria concepção, oferecendo modelos progressivamente mais avançados de automóveis com motores de 6 cilindros em linha.

Durante a Segunda Guerra Mundial, a BMW foi um fornecedor importante de motores para a Luftwaffe (Força Aérea Alemã) e de motores e veículos, em especial motociclos, para a Wehrmacht (Forças Armadas Alemãs). Os motores para aviões incluíam o 801, um dos mais potentes da época. Mais de 30 000 foram produzidos até 1945. A BMW também esteve envolvida na pesquisa de motores a jacto, produzindo o BMW 003, e armas com base em foguetes.
As fábricas da BMW sofreram bombardeamentos intensos na parte final da guerra. As suas instalações no leste da Alemanha (Eisenach, Dürrerhof, Basdorf e Zühlsdorf) foram ocupadas pelos soviéticos no final da guerra. A fábrica de Eisenach passou para o controlo do grupo estatal (da Alemanha de Leste) Awtowelo, que vendeu "BMWs" até 1951, altura em que a BMW conseguiu impedir o uso das suas marcas registadas (o nome, o logotipo e a grelha dianteira). Foi adoptada então a marca EMW (Eisenacher Motoren Werke), continuando a produção até 1955.
A fábrica de Munique foi quase completamente destruída pela guerra, e a BMW foi impedida pelos Aliados de produzir durante 3 anos, só voltando a introduzir um novo modelo de automóvel em 1952.
Entretanto, a BAC (Bristol Aeroplane Company), inspeccionou a fábrica e levou para o Reino Unido os planos dos modelos 326, 327 e 328, que foram posteriormente reconhecidos oficialmente como indemnizações de guerra. Com estes planos e a contratação do engenheiro da BMW Fritz Fiedler, a recém-formada Bristol Cars iniciou a produção de um novo carro desportivo de alta gama (o BMW 400) em 1947, que era bastante semelhante ao BMW 327, incluindo a grelha frontal.

Importante lembrar que a BMW nunca abandonou detalhes que fazem os carros bávaros serem o que são, como seus motores de seis cilindros em linha e tração traseira.
Desportos motorizados
A BMW sempre esteve envolvida nos desportos motorizados, incialmente nos motociclos. At'e o ano de 2005 fornecia os motores da equipa de Fórmula 1 Williams, que por esse motivo utilizava o nome BMW Williams F1 Team.

No ano de 2006 ela comprou a equipe Sauber e começou a competir com o nome de BMW Sauber F1 Team
Modelos
BMW E3 — (1968–1977) 2.5, 2.8, 3.0, 3.3 sedans
BMW E9 — (1969–1975) 2800CS, 3.0CS, 3.0CSL coupés
BMW E12 — (1972–1981) Série 5
BMW E21 — (1975–1983) Série 3
BMW E23 — (1977–1986) Série 7
BMW E24 — (1976–1989) Série 6
BMW E26 — (1978–1981) M1
BMW E28 — (1981–1988) Série 5
BMW E30 — (1982–1991) Série 3
BMW E31 — (1990–1999) Série 8
BMW E32 — (1986–1994) Série 7
BMW E34 — (1988–1995) Série 5
BMW E36 — (1991–1999) Série 3
BMW E36/5 — (1995–1998) Série 3 “Compact”
BMW E38 — (1994–2001) Série 7
BMW E39 — (1996–2003) Série 5
BMW E46/5 — (2000–2004) Série 3 Compact
BMW E46/4 — (1998–2005) Série 3 Sedan
BMW E46/3 — (1999–2005) Série 3 Touring/Sports Wagon
BMW E46/2 — (1999–2006) Série 3 Coupe
BMW E46/C — (1999–2006) Série 3 Convertible
BMW E52 — (2000–2004) Z8
BMW E53 — (2000–presente) X5
BMW E60 — (2004–presente) Série 5
BMW E61 — (2004–presente) Série 5 Touring/Sports Wagon
BMW E63 — (2004–presente) Série 6 coupe
BMW E64 — (2004–presente) Série 6 conversível
BMW E65 — (2002–presente) Série 7
BMW E66 — (2002–presente) Série 7 longa
BMW E70 — futuro X5
BMW E83 — (2004–presente) X3
BMW E85 — (2003–presente) Z4
BMW E86 - (2006-presente) Z4 Coupe
BMW E87 — (2004–presente) Série 1
BMW E90 — (2005–presente) Série 3
BMW E91 — (2005–presente) Série 3 Touring/Sports Wagon
BMW E92 — (2006–presente) Série 3 Coupe
BMW E93 — (2007-presente) Série 3 Conversível
BMW F10 — (2009) Série 5
BMW F01 — (2009) Série 7
BMW F02 — (2009) Série 7 longa
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